“A
água vai desempenhar um papel central na criação do futuro que queremos”
Com esta frase o Secretário-Geral da Organização das Nações
Unidas - ONU, Ban Ki-moon, encerrou a mensagem postada no site oficial da organização
do Brasil em comemoração ao Dia Mundial da Água, no dia 22 de março de 2012.
Este recurso, que ocupa cerca de 70% do planeta Terra, e é
essencial à vida humana será tema amplamente discutido durante a Conferência
das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20 que acontece
na cidade do Rio de janeiro de 13
a 22 de junho desse ano. O local que sediará a conferência, o centro
de convenções RIO-CENTRO, fica localizado na Barra da Tijuca, RJ.
Curiosamente nesse mesmo bairro, famoso por suas belas praias e paisagens naturais, existe um
extenso complexo lagunar, que se encontra em estado de degradação. O Complexo
Lagunar de Jacarepaguá é formado por três lagoas principais: Tijuca,
Jacarepaguá e Marapendi, além da lagoa do Camorim, situada entre as lagoas da
Tijuca e de Jacarepaguá.
Na Lagoa de Jacarepaguá, localizada à frente do Riocentro, o aparecimento constantes de manchas negras na água comprova que grande quantidade de esgoto e lixo é despejada na área. Na lagoa da tijuca, durante deslocamento feito de barco, é possível observar a formação de ilhas, onde garças e biguás podem “descansar”.
Na Lagoa de Jacarepaguá, localizada à frente do Riocentro, o aparecimento constantes de manchas negras na água comprova que grande quantidade de esgoto e lixo é despejada na área. Na lagoa da tijuca, durante deslocamento feito de barco, é possível observar a formação de ilhas, onde garças e biguás podem “descansar”.
Em 2001 foi inaugurado o Programa de Saneamento da Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá, com o objetivo de instalar sistemas modernos e completos de tratamento do esgoto sanitário em toda a região. Os gastos com o programa podem chegar a R$ 600 milhões e sua primeira etapa foi concluída, com a inauguração do emissário e da Estação deTratamento da Barra. Ainda assim a situação é crítica na área.
"O conjunto
de resultados obtidos ao longo de 30 anos de pesquisa revela, em síntese, que o
Complexo Lagunar de Jacarepaguá, bem como os rios e canais de sua bacia
hidrográfica, encontram-se sob intensa influência de águas residuárias, ricas
em matéria orgânica, oriundas de fontes urbanas e/ou industriais (...)
destaca-se a redução do espelho d’água, devido aos aterros clandestinos, à
ocupação inadequada da faixa marginal de proteção, e à formação de ilhas por
assoreamento” (fonte: site oficial do INEA)
(fonte site: http://oglobo.globo.com/infograficos/lagoas-jacarepagua/)
Ainda, de acordo com o parecer divulgado no site do Instituto, a
poluição se intensifica principalmente em função da degradação da mata ciliar,
da erosão nas encostas das montanhas da região e por causa da ação do homem,
com o despejo em larga escala de resíduos sólidos e líquidos nas lagoas.
(fonte site: http://oglobo.globo.com/infograficos/lagoas-jacarepagua/)

