Se pode acabar é bom economizar!

Para sobreviver os nordestinos armazenam água em cisternas. Um exemplo de atitude sustentável para ajudar o meio-ambiente. (Foto: internet)



Ela tem uma participação essencial em cada dia do ser humano, e apesar de sermos privilegiados com uma grande bacia hidrográfica, ainda existem localidades que sofrem com a sua falta, pessoas que caminham quilômetros para encontrá-la e sem dúvida sabem a verdadeira importância da água para a vida. Essas pessoas são os nordestinos e a região nordeste já tem sentido o peso da escassez da água há um bom tempo. Ela é o foco do grande problema econômico da região por se tratar de um bem escasso e também exerce uma dimensão social muito importante, por ser uma região pobre como o semiárido nordestino.

A vasta região semiárida ocupa nove estados, onde o balanço hídrico é negativo durante a maior parte do ano e onde a variação do clima produz eventos extremos que freqüentemente resultam em secas e cheias. Isso impõe um grave risco para as atividades econômicas, em particular para a agricultura de 
subsistência, que dependem das chuvas incertas e irregulares.
Para resolver parte deste problema o governo vem tomando medidas desde o século 19, indo além das atividades de apoio emergencial às populações atingidas, e sugerindo a acumulação de água em açudes e a criação de uma infraestrutura de rodovias. A partir da segunda metade do século 20, as políticas públicas passaram a promover a irrigação pública e privada e o desenvolvimento regional.

Mas não para por aí, ainda há muitos lugares que sofrem com a ausência e escassez da água na região, apesar de tantas medidas preventivas. Devido esse problema têm aparecido no passar dos anos várias iniciativas por parte da população para uma solução, que se resume em economizar e reutilizar água. Uma das tecnologias de uso sustentável da água mais difundidas na atualidade é a de captação da água da chuva. Segundo Cavalcanti (2001) " na região semiárida do nordeste brasileiro, a quantidade de chuva é de aproximadamente 700 bilhões de metros cúbicos por ano, o que torna o semiárido nordestino diferente das demais regiões semiáridas do mundo. A maior parte dessa chuva não é aproveitada em todo o seu potencial, pois mesmo existindo grande quantidade de barreiros e açudes, 36 bilhões de metros cúbicos se perdem pelo escoamento superficial ". 

Os modelos mais simples de serem feitos são os de calhas instaladas em casas que captam a água da chuva e a levam para uma caixa d’água que reserva a água coletada, evitando assim o desperdício, reutilizando a água que iria para a terra ou poderia causar estragos urbanos, no caso de uma cidade, e ainda mantém uma família que sofre com o período de escassez.

Sem dúvida, a reutilização da água não potável pode servir para diversas atividades, tais como, agrícolas, industriais, recreacionais e domésticas. E a substituição da água potável por águas de chuva pode ser feita sem prejuízo a saúde caso sejam tomadas precauções como, por exemplo, a utilização de filtro de areia seguido de desinfecção.

Um modelo que serve de exemplo para muitas outras cidades, independentemente de sofrer com secas ou não. Na história que vivenciamos, economizar e reutilizar a água que desfrutamos se tornou um mandamento a ser seguido.

O nordeste já sofre com a sua falta, será que a água acabará em todo o mundo? (Foto: Quezia Oliveira)



Saiba mais sobre o funcionamento das calhas: http://www.ecocasa.com.br/produtos.asp?it=1212

Aprenda a construir calhas em sua casa: http://www.fazfacil.com.br/reforma_construcao/telhado_calhas.html